Como os humanos destruindo o espaço?
Enquanto o Starlink de Elon Musk e o Projeto Kuiper de Jeff Bezos correm para criar internet de alta velocidade usando satélites orbitando a Terra, há um pequeno problema que pode atrapalhar: detritos. De naves mortas que existem desde o início da era espacial a manchas de tinta quebrando janelas na Estação Espacial Internacional, o lixo está entupindo nossas órbitas. E com objetos se movendo tão rápido quanto 25.000 km/h, os serviços de satélite de que dependemos correm risco constante de colisão.
Detritos espaciais (ou lixo espacial) são objetos criados pelos seres humanos e que se encontram em órbita ao redor da Terra, mas que não desempenham mais nenhuma função útil, como por exemplo as diversas partes e dejetos de naves espaciais deixados para trás após seu lançamento. Tanto podem ser peças pequenas, como ferramentas e luvas — a exemplo de uma perdida por Neil Armstrong na missão Gemini VIII em 1966 — ou estágios de foguetes e satélites desativados que congestionam o espaço em volta da Terra — como exemplo, os antigos satélites soviéticos RORSAT — e que causam risco de acidentes graves, tanto em órbita (pelo risco de possíveis colisões), quanto numa possível reentrada de tais detritos na atmosfera terrestre.
Os detritos espaciais tornaram-se uma crescente preocupação nos últimos anos pelo fato de que colisões na velocidade orbital podem ser altamente danosas ao funcionamento de satélites, pondo também em risco astronautas em atividades extraveiculares; além disso, essas colisões provocam as condições para que ocorra a chamada síndrome de Kessler
Origem: Wikipédia